Conscious clean
Nada como ter a cabeça no lugar novamente.
Durante algum tempo encarei certas situações e tomei decisões com o pensamento meio nebuloso, sendo guiado por “coisas erradas”.
Uma dessas situações é o post anterior a esse, e um outro um pouco mais antigo, mas relacionado ao mesmo assunto. (não, não irei linká-los)
É difícil (e de certa forma, ridículo) escrever esse tipo de coisa, mas foi tudo basicamente por causa de uma paixão.
Homem normalmente fica bem idiota quando está apaixonado. Junte isso a ciúmes, insegurança, e um sentimento de querer mostrar a todo o custo como você é um cara direito e certo para a pessoa.
Essa é a mistura.
Além de diversas atitudes terem sido cortadas, e algumas saídas com amigos recusadas, toda essa paranóia (se é que posso chamar assim) interferiram em certas funções cognitivas minhas.
Logo, passei a não me dar com pessoas as quais eu tratava normalmente, me estressar, e sempre ter uma visão distorcida e negativa do que elas diziam e faziam.
Durante os últimos tempos comecei a pensar do porque o meu relacionamento com essas pessoas ia tão mal, se eu já me dei com pessoas de mais difícil trato do que elas.
A resposta sempre passava na minha cabeça, mas eu a ignorava.
Como as minhas perspectivas com a minha paixão iam sem maiores avanços, semana passada resolvi resolver essa questão de vez.
A resposta (como eu mesmo já sabia) era negativa. Mas eu precisava ouvir, precisava dessa certeza para seguir em frente.
Comecei a repensar várias atitudes minhas, e vi que muitas delas poderiam ter sido diferentes, caso minha cabeça estivesse no lugar.
Uma dos maiores problemas gerados eram com um (já “mencionado” no blog) companheiro de trabalho.
Como eu havia gerado uma situação muito ruim com a pessoa, tive que engolir meu orgulho, chamá-lo, explicar (por alto) a história, e claro, pedir desculpas.
Fui um idiota. Fato.
Mas seria um falso de merda se começasse a tratá-lo normalmente, do nada, depois de tudo o que aconteceu.
Foi um tanto difícil abordá-lo para essa conversa, mas confesso que estou a consciência um pouco mais leve agora.
O mais engraçado disso tudo é: acabei fazendo tanta coisa errada, e até deixei (de certa forma) de ser eu mesmo, quando estava exatamente querendo mostrar o contrário: as coisas boas, as minhas qualidades.
Na minha cabeça (na época) parecia tudo normal.
Mas o mais importante foi ter conseguido ver que não estava seguindo numa linha muito certa.
E que eu errei.
E que eu tive cojones o suficiente pra de fato, contornar essa situação, e assumir todos os meus erros.
Estou satisfeito comigo mesmo.
E sempre no caminho de ser uma pessoa melhor.
Um passo de cada vez.
90 minutos
Recentemente uma amiga me emprestou um livro, e gostaria só de registrar um trecho dele.
Mais especificamente, o último parágrafo da página 52:
Um parceiro apoiador será bastante tolerante, mas se você rejeitar seus sentimentos constantemente, ele se fechará e somente depois de muito tempo - se acontecer - ele voltará a confiar em você. No fim das contas, ele buscará compreensão, valor e aceitação nos braços de outra pessoa.
O livro fala sobre relacionamentos, e nele o autor separa as pessoas em 4 tipos diferentes, cruzando: racionais, emocionais, reservados e sociáveis.
Cada umas dessas definições levam um nome, e “apoiador” é uma delas.
O livro até que é interessante, e pelo bem da leitura, fiz os testes sugeridos durante o processo.
O tipo de pessoa que mais se encaixou comigo, foi o “apoiador”.
O mais engraçado não foi ver como esse parágrafo refletiu com o que havia acontecido comigo algum tempo atrás, mas sim a pessoa que é dona desse livro, e o me emprestou.
Funny, isn’t?
Aquele sobre frustração
E novamente eu experimento aquela sensação de que tudo vai dar certo, de que as cosias estão melhorando, quando sou estapeado na cara pela vida, me mostrando que as coisas continuam no mesmo pé, eventualmente ficando piores.
Esse sentimento de frustração tem uma recorrência muito incômoda na minha vida, e noite passada ela resolveu me visitar de novo, acabando com todas as coisas boas que estavam me ocorrendo nos últimos dias.
Eu costumo falar que “ninguém é só azar”, mas tá difícil até pra mim, acreditar nisso.
Hoje acordei com a mesma dor de cabeça que fui dormir ontem, e sem ter certeza de nada do que poderá acontecer hoje.
Minha única opção agora é torcer pra que as coisas deem certo, que é basicamente o que eu acabo fazendo sempre.
Bom dia.
Eu juro que por essa eu não esperava
:)
Mas que papo é esse, champs?
Eu tinha decidido que não iria mais escrever sobre a minha última empreitada amorosa aqui no blog, mas não posso deixar de relatar um episódio que me deixou deveras intrigado…
Lá estava eu, navegando pelas internets, mais especificamente no facebook, quando um colega de trabalho me chama para conversar.
Inicialmente ele veio pedir uma ajuda/opinião sobre o seu caso (com uma guria ótima, diga-se de passagem), quando assim, sem mais nem menos…
—-
Ele: Ow, uma pergunta
Ele: Você terá que responder, ok?
Eu: Dizae
Ele: Você está ficando com a %#$#*?
Eu: Não man…
Ele: Porque não?
Eu: Basicamente, porque ela não quis
Eu: E você não sabe de nada
Eu: Okay?
Ele: :(
Ele: Poxa, que triste
Eu: Pois é…
Eu: Também acho
Eu: Ela é uma guria ótima
Eu: É uma pena que não tenha rolado nada
Ele: Mas relaxa, logo isso muda
Eu: Não tenho tanta esperança
Ele: Então, relaxa mano. Tudo muda.
Eu: ;)
Ele: Eh nois
—-
E após isso, voltamos a conversar trivialidades.
O que me deixou com a pulga atrás da orelha não foi o fato dele ter perguntado se nós estávamos saindo, porque nós somos bem próximos, logo todos acham que nós nos pegamos pelos cantos escuros da vida.
O que me deixou maluco foi ele, por duas vezes, ter mandado um “relaxa, tudo muda”.
E ele é o tipo de pessoa que não fala nada só por falar. Não dá ponto sem nó.
Mas sinceramente? Não caçarei nada sobre isso.
Demorei pra parar de olhar pra ela como eu estava olhando.
Hoje eu já convivo com ela normalmente, mas isso levou um certo tempo, e teve uma pitada de dor no peito e tal.
Como eu disse pra ele: não tenho esperança que isso dê certo agora.
Seria bom se desse, mas não é algo que eu estou contando.
Não darei murro em ponta de faca.
—-
PS: Isso me aconteceu já faz alguns dias, e era pra eu ter postado antes, mas como semana passada, além d’eu ter passado mal, teve trabalho demais na firma, mal consegui entrar no blog.
Casos inacabados
Estava pensando em uma situação para escrever aqui, e acabei me deparando com o seguinte texto: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2012/05/casos-inacabados.html
Ok, isso pode me explicar muita coisa mas, e o quando não houve realmente um “caso”?
A ideia do texto, basicamente é: você já teve uma relação, e é capaz que você ainda guarde algum sentimento pela pessoa. É normal, ele pode não sumir, mas você tem que seguir em frente.
Isso se aplicaria ao meu caso também?
Mesmo eu nunca tendo nada?
Sabe, eu já gostei de muitas pessoas na minha vida… mas nenhuma delas teve o efeito que ela teve sobre mim.
Eu simplesmente não consigo sentir interesse por mulher nenhuma, a não ser ela.
Nada contra isso, pelo contrário, é lindo. Você ter olhos somente pela pessoa que você deseja.
Só que à partir do momento em que você não está mais envolvido com a pessoa, ou no meu caso, que nunca chegou a se envolver, isso se torna uma grande incômodo.
Em todo esse processo de tentar esquecê-la, essa é a pior parte. Porque devido a esse “bloqueio emocional”, não consigo conhecer pessoas novas.
É quase uma apatia, só que direcionada somente às pessoas.
A parte boa, é que eu tenho ciência disso, e estou me empenhando para reverter essa situação.
Mas mesmo assim, eu ainda continuo com aquela sensação (e não é carência, falsa esperança, ou similares), de que as coisas poderiam ter tomado um rumo diferente, e que estaríamos juntos agora.
Mas isso é tema pra um outro post.
Moving forward
Conviver todos os dias com a pessoa que você deseja, sabendo que você não poderá tê-la. Por mais cruel que isso possa parecer (e de certa forma é), me ajuda a aceitar o inevitável e seguir em frente com a minha vida.